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Sandra e Emmanuel Jr,
nosso eterno Diretor-Presidente.
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Chafy,
grande incentivador.
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Elíseo,
um modelo de amizade
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Luís Lima,
um grande
amigo.
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Dinho,
dos
Mamonas Assassinas
-
Erivan
Medeiros,
filho de Pinga
-
Juliana Lima, Rodrigo,Sandra nossa homenagem
-
Papa
João Paulo II
Será que lá em cima tem Internet?
Todos
que passam por nós, deixam marcas....Umas inesquecíveis.
Estamos escrevendo nossa história, que é feita não somente de grandes heróis e
desbravadores, inventores e atletas, mas de pessoas simples como eu e você, que
com nossas idéias e trabalho, valorizamos a vida e a tornamos mais feliz e
prazerosa.
Ainda que não saibamos o que nela nos cativou e que faz mantê-los em nossas
lembranças, vivas, eternas; porém buscamos sempre reverenciar a memória
daqueles que estimamos, mesmo que não estejam mais entre nós, na forma física e
que tenham passado pra outra dimensão...
Ainda que muita gente não goste de
falar do assunto, mas não se trata aqui de citar a tristeza da partida, mas
enaltecer os méritos do ausente, que se foi, e que certamente contribuiu de
alguma forma, por mais singela, com a melhoria de nosso mundo.
Falaremos sempre da felicidade, da
amizade, da grandiosidade das obras, por menores que sejam, e mesmo das
intenções, dos projetos, de algumas pessoas, que povoam nossa saudade.
Nosso
critério aqui será de falar daqueles que cruzaram nosso caminho, e mesmo sem ter
desfrutado de minha amizade, foram alvo de nossa admiração, pelo mérito de suas
iniciativas e que contribuíram, mesmo que involuntariamente, com o projeto
Bugaloo. (By Haroldo Queiroz)

Nossa página
está de luto... Por um grande amigo, um irmão, que iniciou tudo
isso a quase quinze anos atrás, ainda em Recife. Criamos o Bugaloo juntos e o
destino nos separou.
Estava viajando de carro entre Araguaína e
Imperatriz levando adiante nosso projeto de interiorizar essas oportunidades, e
uma fatalidade ceifou a sua vida ainda tão jovem. Sei que de onde estiver ficará
satisfeito com essa homenagem, numa clara demonstração de gratidão pelo amigo e
companheiro que foi em nossa difícil jornada de consolidar nossos ideais. Se
hoje o Bugaloo chegou aonde estamos, devemos muito isso a ele, que com sua
teimosia e determinação, não media esforços pra estar em vários estados do país.
Lembro de nossas dificuldades, com dinheiro contado em nossas muitas viagens, e
fazendo o jornal ainda em colagem porque o computador não era coisa comum, o
natal que passei longe de casa pela primeira vez quando fui morar em Recife e a
acolhida que me deu na casa de sua mãe, simples, porem hospitaleira e que foram
decisivas pra evolução de nossos negócios. Ele se foi, mas aumenta nossa vontade de continuar e levar sempre a frente
nossos objetivos e que de lá aprecie nossa iniciativa por aqui. Creio em Deus,
que o acolheu e rogo pra que
descanse em paz. Vamos criar em breve algumas páginas pra perpetuar seu
trabalho, com suas memórias.
Já
fiz um editorial sobre ele, no mesmo ano que se foi, mas v
ale
citá-lo de novo, pra deixar registrado o apoio que nos deu no pouco
tempo em que convivemos com ele, e que fez um grande esforço pra ser
útil, ao seu modo. Lembro bem de nossa conversa já no leito do
hospital, em que perguntei-lhe de sopetão, quanto deixaria na mão
dos outros se morresse (emprestava dinheiro a juros). Sua mulher,
dedicada e fiel, minha amiga também, pulou de lá e repreendeu-me por
tocar nesse assunto naquele momento, mas ele pediu que eu
continuasse, porque gostava de ouvir "minhas conversas". E ele então
respondeu que seria pouco mais de 500 mil reais, ao que perguntei
então pra sua mulher se ela iria atrás de receber esse dinheiro.
Respondeu que não, pra espanto dele, que entendeu de imediato minha
reflexão e perguntou o que eu achava que ele deveria fazer dali em
diante pra que sua vida tivesse um significado maior, já que
sentira-se inútil. E logo ele mesmo conclui que poderia depois que
saísse do hospital, comprar muitos remédios de coração caros como
aquele que estava usando e doar a quem necessitasse. Passado algum
tempo, esteve novamente no hospital, pela última vez, e nem tivera
tempo de cumprir o prometido. Soube entre muitas de minhas viagens,
que ele se foi dormindo, em casa, depois de pedir que sua mulher lhe
trouxesse uma canja, que nem provou.... Que façamos logo de imediato
tudo que pudermos pra tornar a vida dos outros e a nossa melhor, que
usemos nossos bens para amenizar o sofrimento dos outros e que
sejamos ao menos lembrados, pelo que fizemos ou tentamos fazer de
bom. Sei que foi útil a nós do Bugaloo, e testemunho isso aqui a
seus muitos amigos e que receba a recompensa por ter ainda que sem
tempo, tencionado ser melhor do que foi. Sei que ficaria muito feliz
se estivesse testemunhando a evolução de nossas idéias, como grande
incentivador que era...

Eu sabia que
tinha guardado o formulário de inscrição dele na Turma do Bugaloo, porque algo
me dizia naquela época, que ele seria especial. O tempo passou, ele se foi, e eu
resolvi homenagear aqueles que estiveram em sua vida, e ainda o amam e querem
perpetuar sua memória, e fiquei orgulhoso de ver a iniciativa de sua irmã e
amigos, em manter uma comunidade no orkut pra ele. Nós aqui do Bugaloo, queremos
também mostrar o quanto sentimos sua falta.
... Eu tinha
acabado de voltar a Belém, vindo de Recife trazendo o projeto Bugaloo. Era 1993,
ele tinha 15 anos e foi convidado por um amigo do Colégio Nazaré pra fazer sua
inscrição e sua entrevista, que agora transcrevemos:
Em foto no
estúdio Paulo Bordallo Produções Fotográficas, fazendo um ensaio de roupa de
banho pra marca Sol & Mar de João Pessoa. (existem outras fotos ainda não
escaneadas)
Data:
12/12/1993 - Nome: Elísio Azevedo Pessoa de Carvalho Filho
Nasc. :
9/10/78 Signo : Libra Prato predileto : Filé a milanesa
Música :
Legião, Engenheiros Livro : Walkirias de Paulo Coelho
Passatempo :
Hipismo, Assembléia Esportes : Futebol de salão, Natação e
Capoeira
Série : 1o.
ano Turno : Manhã Colégio : Nazaré
Lugares do
país que conhece : Porto Velho
Já fotografou
em estúdio antes ? não
Desfilou ou
desfilaria? Foi chamado pela Triton
Se considera
vaidoso ? não
Lugares que
freqüenta : Barzinhos, Boates, shows
Clube : Remo
e Assembléia
Aspiração
Profissional : Agronomia, Veterinária
Opinião sobre
o Bugaloo : Jovem, interessante, que abre oportunidades
Sobre o que
deveria falar : entrevistas, leilões (grifo nosso)
O que acha
dos shoppings da cidade? Prefiro iguatemi
O que mais o
atrai nos shopping? encontrar pessoas, o point
Sua opinião
sobre :
Políticos -
Acredito e tenho esperança;Concordo com o voto aos 16 anos; e também acho
necessária a carteira de motorista nessa idade, mas deveria haver um teste mais
específico e rigoroso; participo das Night bikes (passeios noturnos de
bicicleta); Acho bom e importante as marcas de roupas. Sou "cagão" em relação à
marcas; Deus e religião é muito importante e válido em nossas vidas, tanto que
freqüento a Caju, no primeiro ano do movimento carismático. Gosto do Ritual da
emoção. Vou nas sextas à noite ou nos domingos às 19:30; Já fiz Congresso Marial;
Acho que as pessoas consomem drogas por falta de apoio, orientação, afeto fuga,
insegurança, auto-afirmação, mas a liberação seria muito arriscado e não
diminuiria o problema.
As perguntas
são rotineiras, mas lembro que me demorei com ele pela segurança de suas
afirmações, e que acabou me convencendo a conhecer e freqüentar o Caju. Levei
minha sobrinha Marilene Queiroz, que também ficou sua amiga e está lá até hoje.



Como posso esquecer de sua hospitalidade na
casa do Pinga, com sua humildade e irreverência, sempre de bom-humor
e disposto a ajudar, e ainda que não fosse empregado, fazia questão
de nos servir da forma mais amável possível. Passou ligeiro por nós.
Acreditava demais em nossas idéias, arregaçou as mangas pra tocar
adiante nosso projeto. Cuidava quase que como um anjo da guarda de
seu amigo PInga, por quem nutria verdadeira admiração. Lembro com
carinho de nossas tardes em Recife, de ir buscar-me no aeroporto ou
na rodoviária, a qualquer hora do dia ou da noite. De nossas
conversas demoradas na varanda, de suas escapolidas com o carro da
casa, sempre pra nos servir. Nos incentivava muito em nossa
iniciativa de levar adiante o Bugaloo, dava idéias e ouvia paciente
meus escritos e projetos. Queria vir morar aqui, bem próximo de nós.
O destino impediu. Mas tenho certeza de que todos viramos energia e
nos juntamos ao todo, que é Deus, e passamos a eternidade, ainda que
não mais como Luis, Paulo, Maria, mas como Um só. E nessa unidade
ainda incompreensível e de difícil aceitação pra nós que ficamos do
lado de cá, fica a dor da perda, da ausência, de não poder ter
estado com ele nas horas em que ele tanto precisou de mim.
Quando soube que ele havia partido de
forma tão cruel, lamentei não ter estado com ele em suas
necessidades e confortá-lo, sei que lhe seria muito útil com nossas
gargalhadas. Perdoe-me amigo, mas quando soube já tinhas ido. Só o
que posso fazer por ti agora é rezar e lembrar de sua amizade e
dedicação.
Nossa convivência foi
curta, porém muito proveitosa e nos poucos momentos
que estive com ele, na última turnê que fez, poucos dias antes de
sua viagem final, tive a oportunidade de conversar demoradamente com
ele, como não costumo fazer com os outros artistas com quem viajo,
mas não sei o que houve dessa vez, foi diferente. Numa tarde
ensolarada de fevereiro, no hotel em Teresina, na beira da piscina,
depois de mostrar-lhe as fotos que fizemos em Belém e enquanto meu
amigo fotografava Valeria sua namorada, falei a ele de nossa idéia
de levar o Bugaloo a todo Brasil, e nesse tempo ainda nem
contávamos com a Internet, e ele admirou nossa idéia e se
prontificou de imediato a divulgar nosso projeto nos demais shows
que faria e vestiu imediatamente a camisa do BUgaloo posando pra
novas fotos. Anotei seus telefones particulares e de lá voltei a
minha cidade. Haveriam ainda mais dois shows, em Barbacena e
Brasília, antes do acidente. Passaram os dias e recebo em casa de
manhã bem cedo a ligação de minha irmã me contando o que acontecera.
Fiquei em choque. Demorei demais pra acreditar no que via pela TV.
Um outro telefonema me despertou pra vida. Era o diretor do Jornal
da cidade lembrando-me que eu ainda podia ser-lhe útil naquela hora,
permitindo que muitas fãs vissem ainda suas fotos que tinha.
Publicamos em pôster gigante no Liberal no dia seguinte, fizemos
entrevistas ao vivo com seus familiares e amigos e logo depois já
estava com uma exposição nos shoppings da cidade que também foi a
São Paulo. Foi o que pude fazer pra retribuir a atenção que nos deu.
Ainda hoje pergunto: Porque cruzei o caminho deles tão perto de sua
partida? E o porque de ter se interessado por nosso projeto e termos
feito tantas fotos, como nunca antes. Será que o destino já sabia
que seus dias estavam contados e colocou isso como herança pra nos
auxiliar no projeto como queria. E que assim pudéssemos perpetuar
sua memória como ainda hoje fazemos, dez anos depois. Mamonas
Assassinas forever!
Acreditou
primeiro na Bugaloo, quando dávamos nossos primeiros passos a dez
anos atrás, ainda em Recife, e nos cedeu suas salas, móveis e até
nosso primeiro computador.
Tinha naquela época sua TVM produtora
de shows e lançava a Banda Caviar com Rapadura. Sua visão
empresarial adiante, o fez muitas vezes entrar em conflito com seu
pai, Pinga, e foi numa dessas ocasiões, querendo mostrar trabalho e
competindo com ele, que nos deu a oportunidade de se instalar
profissionalmente como empresa e nosso jornal Bugaloo, de bairro,
antes com uma tiragem de mil exemplares, saltou para dez mil,
impressos na rotativa do Jornal do Comércio e colorido, graças às
suas amizades e facilidades. Logo estávamos nos maiores shows da
cidade e nossa marca e trabalho foram sendo conhecidos e
respeitados. Devemos muito a ele o progresso de nosso projeto.