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O fenômeno da globalização
tem levado agências de propaganda, editoras e produtoras de vídeo, cinema e TV a
buscarem novos rostos que venham representar culturas e etnias diferentes. Cada
vez mais a imagem substitui a palavra e nesse sentido um rosto bonito num corpo
saudável diz muito. Além disso, há uma carência de modelos masculinos de padrão
internacional no mercado mundial. Em parte isso se deve a um fator cultural, já
que a beleza feminina sempre foi valorizada, enquanto que a masculina esteve
relegada a segundo plano e cercada por todos os tipos de preconceito. O outro
fator é que os anos 90, além de desmistificarem uma série de tabus, fizeram
emergir o perfil de um homem mais vaidoso e mais preocupado com sua aparência e
bem estar. Seguiu-se a isso um boom de consumo de produtos voltados à beleza
masculina, que gerou a busca de rostos e corpos que pudessem representar esse
novo conceito de homem, mais vaidoso e menos
preconceituoso. Muito se especula a respeito da vida de
modelo. Como todas as outras profissões, só sobrevive no mercado quem se
profissionaliza. O glamour é mais fantasia do que realidade. O cotidiano do
modelo se traduz numa preocupação constante com a pele, o cabelo, o corpo
através de alimentação balanceada. O que se busca é saúde. Não existe para o
modelo masculino o ideal de beleza cadavérico que se impõe às top models
femininas (20 quilos a menos que a altura), mas tampouco ele pode ter alguns
quilinhos a mais. Mais ou menos musculoso, não importa. Ele tem que estar com o
corpo em cima, vendendo saúde. Esporte é fundamental, mas isso não significa que
o modelo tenha que passar três horas diárias malhando numa academia. Natação,
ginástica, corrida, capoeira e outros exercícios aeróbicos podem ter resultados
esteticamente tão bons ou até mesmo superiores que as horas monótonas gastas
numa academia. O uso de esteróides e anabolizantes é totalmente desaconselhável,
embora exista um nicho de mercado para halterofilistas, normalmente no segmento
de roupa esportiva. Modelos de passarela devem ser altos, normalmente acima de
1.80 m. Modelos fotográficos, não. Modelos com carreiras bem estruturadas chegam
bem aos 30 anos, mas o mercado funciona em sua maioria para aqueles que tenham
entre 16 e 25 anos. Cada vez mais modelos se tornam atores como uma extensão de
sua carreira e até por uma questão de sobrevivência. Basta assistir às novelas
da TV para perceber isso. Portanto, aqueles que quiserem investir no seu
desenvolvimento profissional devem incluir em seu currículo aulas de teatro,
dança, canto, passarela, vídeo, além de duas línguas fundamentais, o inglês e o
espanhol. Lógico que quem começa normalmente não tem nada disso, mas se
analisarmos os currículos dos modelos mais bem sucedidos vamos encontrar três
ingredientes fundamentais: beleza, profissionalismo e humildade. A beleza é o
fator motivador, o profissionalismo é o que pode manter o modelo por mais tempo
na estrada e a humildade é o que leva o verdadeiro profissional a aceitar os
nãos ao longo da carreira e a encarar o envelhecimento com dignidade.
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